Calor extremo entra no radar das empresas e exige ação de RH e Segurança do Trabalho
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Calor extremo entra no radar das empresas e exige ação de RH e Segurança do Trabalho

Guia voltado às empresas mostra que altas temperaturas afetam saúde, produtividade e segurança — e exige resposta prática de gestores, técnicos e lideranças.

As altas temperaturas deixaram de ser apenas um desconforto passageiro e passaram a representar um risco real à saúde do trabalhador e à rotina das empresas. Com o avanço das mudanças climáticas e a maior frequência de ondas de calor, áreas como Recursos Humanos, Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional precisam olhar para o calor como um tema estratégico, e não apenas sazonal.

É esse o alerta central do e-book “Mudança do Clima: Calor e Saúde do Trabalhador – Guia Prático para Empresas” - desenvolvido pelo Instituto Ar, com apoio do Instituto Itaúsa e em parceria com a Associação Paulista de Medicina do Trabalho (APMT), que reúne orientações para ajudar organizações a reconhecer, prevenir e gerenciar os impactos do calor excessivo no ambiente laboral.

O problema vai muito além do mal-estar, a exposição ao calor pode provocar desidratação, fadiga, queda de atenção, aumento de erros, desmaios e, em situações mais graves, exaustão térmica e insolação. Na prática, isso significa mais riscos de acidentes, pior desempenho nas tarefas e maior vulnerabilidade de trabalhadores expostos.

O tema é especialmente relevante para quem atua em funções com exposição direta ao calor, como atividades externas, obras, agricultura, logística, manutenção e operações em ambientes internos quentes ou pouco ventilados. Mas o alerta não se limita a esses cenários. O guia mostra que o impacto pode alcançar diferentes setores e perfis de trabalhadores, inclusive aqueles com doenças pré-existentes, gestantes, idosos e pessoas em maior vulnerabilidade social.

Além dos efeitos na saúde, o calor também afeta o funcionamento das empresas. Entre as consequências estão a redução da produtividade, aumento do absenteísmo, maior chance de acidentes, elevação de custos operacionais e possíveis passivos trabalhistas. Em outras palavras, adaptar-se ao calor não é apenas uma medida de cuidado com pessoas, mas também uma decisão de gestão.

Para profissionais de RH e Técnicos de Segurança do Trabalho, a principal mensagem é clara: o calor precisa entrar de forma estruturada no planejamento preventivo da empresa. Isso inclui avaliar riscos, revisar rotinas, reorganizar jornadas quando necessário, garantir pausas adequadas, facilitar o acesso à hidratação e promover ações educativas com lideranças e equipes.

A empresa deve sair de uma postura reativa e adotar uma abordagem preventiva. Em vez de agir apenas quando surgem sintomas ou afastamentos, o ideal é incorporar o tema à gestão ocupacional, com integração entre áreas técnicas, médicas e administrativas.

No contexto brasileiro já existem referências para esse cuidado, como a NR-15 e a NHO-06, além do uso de indicadores técnicos, como o IBUTG, empregado na avaliação da sobrecarga térmica. Cumprir a norma é importante, porém proteger o trabalhador diante de um cenário climático mais quente exige organização, cultura de prevenção e decisões práticas no dia a dia.


Entre as medidas recomendadas estão:

mapear atividades com maior exposição ao calor;
ajustar horários de trabalho para evitar os períodos mais críticos;
fortalecer pausas e recuperação térmica;
garantir água e orientação adequada às equipes;
treinar gestores e trabalhadores para reconhecer sinais de alerta;
incluir o risco térmico nas rotinas de saúde e segurança.

Para quem atua com gestão de pessoas, o tema também pede atenção especial à comunicação interna. Informar, orientar e treinar faz diferença para que os trabalhadores reconheçam sintomas precoces e busquem apoio antes que a situação se agrave.

O cenário atual mostra que o calor extremo não pode mais ser tratado como exceção. Ele já faz parte da realidade do trabalho e exige preparo das empresas. Quanto mais cedo RH, SESMT, lideranças e áreas operacionais se organizarem, maior a chance de prevenir adoecimentos, reduzir acidentes e manter a sustentabilidade das operações.


Quer entender melhor como o calor impacta a saúde do trabalhador e quais medidas sua empresa pode adotar? Leia o e-book completo “Mudança do Clima: Calor e Saúde do Trabalhador – Guia Prático para Empresas” para aprofundar o tema e acessar orientações práticas:


Fonte: https://institutoar.org.br/publicacoes/mudanca-do-clima-calor-e-saude-do-trabalhador-guia-pratico-para-empresas/

O programa Clima, Saúde e Produtividade é uma iniciativa do Instituto Ar em parceria com o movimento Médicos Pelo Clima, que tem o objetivo de impulsionar o debate sobre os impactos da crise climática na saúde dos trabalhadores e, consequentemente, na economia brasileira.

Aproveite a leitura!


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